“…” Foi engraçado

[…]

Quando a minha mãe me perguntou como e onde eu e o meu namorado nos conhecemos, eu congelei. A mulher tem mais de 50 anos, viveu numa época em que beijar alguém só acontecia depois de meses de segurar a mão; como dizer pra ela que tudo aconteceu numa festa?

O que eu estou querendo dizer é que meu romance não é o típico conto de fadas. Meu namorado não é francês, não tem sotaque, não é arrogante e é muito pouco sarcástico.  Em compensação, é louco por animais, gosta de ler e me põe num pedestal de adoração. Não entende meu amor por romances melosos, não concorda com meu fascínio por atores bonitões, não faz questão que eu viva na academia e nunca quis que eu fosse a encarnação das Panicats. Recebe meus livros, lê minhas resenhas, me ajuda a tirar uns livros a mais do carrinho do Submarino quando o orçamento está curto e fica feliz com cada conquista minha aqui no blog. Ele não entende o porquê de tanto alarde, não sabe por que eu fico feliz com pedido de parcerias aceito e com comentários educados e receptivos, porque pra ele, independente de tudo isso, eu sou a melhor blogueira que existe. A única que ele conhece também, mas isso não importa.

O meu namorado não tem frases prontas na cabeça, não vive com um sorriso torto estampado no rosto e nunca fez um tour pela França comigo – Buenos Aires conta? –. O meu amor é melhor do que qualquer personagem gracinha de romances YA. Ele é melhor porque é real e eu não tenho que dividir com nenhuma protagonista mais interessante que eu. É bem melhor sonhar com um cara de fora das páginas, do que de dentro. Porque ele não some quando você acorda.

E eu vivia esperando isso. Vivia criando estórias antes de dormir, sobre como um cara incrivelmente sexy e boa pinta iria me perguntar sobre um livro que eu estaria lendo numa mesa de uma livraria qualquer e bum, se apaixonaria por mim. A minha estória foi bem diferente, muito pouco tradicional, admito, mas foi como deveria ser. Ele ligou no dia seguinte e nós conversamos por meses antes de nos perceber apaixonados. Não foi nada amor à primeira vista no qual, 40 páginas depois, o mocinho faz juras de amor eterno à mocinha; não acredito nisso. Ninguém se apaixona pela aparência da outra pessoa, é a personalidade, são as manias,  – o jeito como ele gagueja na frente da minha mãe, como nunca sabe dizer com qual vestido eu fico melhor: todos estão lindos – que contam.

Aí eu percebi que não vão vai ter St Clair’s, Ian’s, Jaces na nossa vida. Eles são personagens fictícios e por mais que nos doa reconhecer isso, é a verdade. E se não pararmos de procurar caras que idealizamos, nunca vamos perceber os incríveis que estão por aí. Mas tem que gostar de ler, porque se não perde 50% da credibilidade. E senso de humor é imprescindível.

Quem escreveu esse texto?

Luana Feres, 17 anos, escreve no seu blog mulhergostadefalar.blogspot.com.br. Segundo ela, “O Mulher gosta de falar é hoje um blog literário, com uma pegada mais pessoal.” – As resenhas de livros e os textos são fantásticos!

Texto retirado do blog:  http://mulhergostadefalar.blogspot.com.br/2012/03/mulher-que-gosta-de-falar-3.html

 

*Me identifiquei muito com o texto, em que pese a pessoalidade da escrita (:

Vocês estão curtindo essa categoria? Volta e meia qualquer crônica, artigo, texto que eu achar interessante, trarei aqui. E vocês, se tiverem alguma sugestão, comentem, por favor. A participação de todos é fundamental aqui (:

Beijos Beijos!

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