(Re)Descobrimento.

Hoje tive um feriado diferente. Sabe quando se planeja determinada coisa para aquela data e não acontece? Então, foi mais ou menos isso, com o plus de que aquela assertiva que se diz “nunca se sabe o dia de amanhã” se encaixou perfeitamente no dia de hoje.

Eu disse “diferente”, porque hoje, especialmente, pensei em muitas coisas, chorei em alguns momentos, refleti. Fazia tempos que não parava assim, que não olhava para o meu interior. Mas, pelas circunstâncias da vida, fui obrigada a isso e não posso dizer que foi ruim.

Me dei conta no quanto podemos ser acomodados, preguiçosos e dependentes dos outros, mesmo pregando quase que como um mantra em sentido contrário. Muitas vezes a calmaria em determinadas relações e a turbulência em outras gera um desastre tão grande, principalmente quando elas se confundem e se tornam uma coisa só. No meu caso, um pequeno caos.

Mas como eu afirmei antes, estava sim acomodada, preguiçosa e dependente, muito dependente de coisas, lugares e pessoas. Graças a deus alguém me fez rever vários dos meus conceitos acomodados em uma almofada, mesmo que de uma forma um tanto quanto dolorida.

De forma sofrida, enxerguei meus defeitos, que foram jogados na minha cara (difícil ignorá-los, assim) e enxerguei, também, os meus valores. Identifiquei meus erros diante dos enfrentamentos da vida como nunca nesses 23 anos de convivência comigo mesma. Engraçado, porque o cerne dos meus conflitos continuam os mesmos, todavia, os enxergo de forma diferente.

Atualmente, encaro meus problemas com outros olhos. Olhos de quem já suportou coisa muito dura, muito dolorida, com preços caros a se pagar. O aprendizado disso? Mais gratidão, maior valor às pessoas e aos sentimentos por ela transmitidos.

Da mesma forma, a Luiza que se relaciona emocionalmente hoje não é a mesma que namorava aos 18 anos. Muito choro, muitas decepções, muitas noites não dormidas me fizeram amadurecer. Isso tudo resultou em uma mulher mais exigente, mais amorosa, mais intensa e mais real. Real? Sim, porque eu não sou uma princesa da Disney e não estou esperando alguém me buscar de uma torre ou me dar um beijo para me acordar de um sono profundo. Não quero um “felizes para sempre”. Quero um amor real, um amor companheiro, um amor que divida alegrias e tristezas, que aprenda junto, que cresça junto, que se veja junto.

Pensei em tudo isso hoje. Agradeci por ser uma pessoa humana, carinhosa e solidária aos problemas do outro, aos problemas do mundo. Pedi coragem para o enfrentamento das tormentas que virão; calma e maturidade para resolver as situações apresentadas.

Me sinto orgulhosa por todos os defeitos que tenho, pois sou humilde em reconhecê-los, e sou orgulhosa por tudo o que sou, hoje, por todos os valores e aprendizados adquiridos, ensinados pela minha família, pelos meus amigos e pelo que vivenciei ao longo da minha trajetória.

Prometi a mim mesma não deixar o conforto tomar conta da minha vida, não deixar que os problemas influenciem qualquer momento de felicidade e, acima de tudo, prometi me manter do jeito que sou, o meu interior.

Tudo isso em um feriado.

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