Desabafo.

Chá de camomila e dois pães de queijo. Esse foi o meu almoço de hoje, já que a fome era zero e comi para me manter o mínimo em pé. Há algumas horas atrás, descobria um outro lado de ti, muito antigo, e que eu até conheci em algumas oportunidades, mas preferi fingir que não vi.

Fingir que o nosso amor era perfeito, verdadeiro, intenso. Fingir que em tanto tempo vivemos tantas coisas juntos, construímos uma vida que podíamos chamar de nossa, mesmo não morando no mesmo teto. Pelo menos eu achava que tínhamos uma vida juntos.

Aí eu te pergunto: “por quê?” e tu simplesmente não me diz nada. A reação é completamente despida de qualquer sentimento, o que me deixou horrorizada. Eu já conhecia teus mecanismos de autodefesa à dor, mas isso superou qualquer expectativa. Arrumei minhas coisas e resolvi problemas, afinal,  a vida continua. Não era isso o que tu esperavas, né? Nem eu. Eu não esperava a tua infelicidade. Pelo menos eu nunca tive pena de ti, pelo contrário: minha admiração existiu ontem, existe e sempre existirá.

Ainda tô juntando os cacos. Vou demorar a colar pedacinho por pedacinho de novo. E a cada colagem, a recordação vai doer e desmanchar um pouco do que já me refiz. Normal. Lágrimas escorrem (e escorrerão) de vez em quando. Quem nunca?

Pelo menos eu posso afirmar com certeza e tranquilidade: Te amei (o).

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