Inside.

Um estalo. Um clique. E, a partir disso, tudo passa a ser visto de uma maneira diferente. Talvez mais leve, sem deixar de ser realista. Encarar a realidade com positividade pode ser possível, e eu não sabia disso até então. 

Andava muito pra baixo, com problemas sem solução. Sem uma solução concreta, claro, mas possível de lidar. Só que eu não tava conseguindo. 

Aí bastou alguém falar uma frase “mágica” pra que eu me desse conta de que o mundo não estava acabando e que, se estivesse, bem ou mal eu devo estar pronta para isso. Chega de delegar o que eu devo fazer, o que eu devo escolher à terceiros. Não tenho mais idade pra isso.

Mudar de perspectiva melhora a vida toda da gente. Achar alternativas para a dor e para os percalços da vida nos torna pessoas mais fortes, mais maduras e até mais felizes. Não digo que a felicidade dependa unicamente de nós mesmos porque, muitas vezes, simplesmente não conseguimos enxergar. Às vezes, se precisa daquela mão estendida. Daquele conselho. Do amor.

E aqui estou, em pé, com a cabeça erguida, (tentando) enfrentar minhas dúvidas e minhas questões mal resolvidas com um mínimo de dignidade. Porque eu posso.

Outono/Inverno 2013

capa copy

Depois desse “invernão” que começou semana passada, com direito a chuva, tempo nojento e frio, somos obrigados a dar uma olhadinha no que vai ser destaque nesse outono/inverno, né? Confesso que fiquei um pouco triste com essa friaca antecipada, queria muito ir pra praia ainda nesse mês, mas acho que não vai rolar mais :(

As tendências estão bem definidas, tanto que achamos coisas muito parecidas em várias lojas de conveniência, como a Renner, C&A, Riachuelo, Marisa, Zara, etc. Ou seja: tem pra todos os gostos e bolsos!

Burgundy:

Burgundy, ou o clássico tom de vinho tá em tudo que é lugar. Vi calças com essa cor em TODAS as fast fashions, além de camisas, botas, slippers e spencers. Eu comprei a minha na TOK por 99 reais há umas 3 semanas (não sei se tá esse preço, ainda) e gostei muito de combinar com branco, azul-marinho e marrom. Sim, são cores clássicas, mas prefiro começar assim pra não estranhar a combinação! Vale usar, também, com rosa claro e bege mais puxado pro mostarda.

burgundy_1

Militarismo:

E os tons terrosos e verdes escuros se apresentam para a minha alegria! Sou uma fã assumida dos tons de marrom e verde, mas não curto muito a estampa militar. Vi na Zara uma calça com estampa militar, mas em tonalidades de azul escuro. Amei! Para a estampa militar não ficar muito masculino, utilize acessórios mais femininos (siiiiiim, parece estranho, mas fica chiquérrimo) e una com a onda dos spikes (aliás, muitas peças estão sendo combinadas assim) pra ficar extremamente fashion. Com uma jeans skinny preta e uma botinha curta fica lindo, também.

militar_1

Mostarda:

Na minha opinião, o mostarda é aquela cor que tira a sobriedade das cores escuras que o inverno pede, sem estranheza. Não estou dizendo que não sou a favor de peças coloridas nessa estação, mas pra quem tem dificuldade em usar, o mostarda é aquele colorido sutil, sabe? Com tons terrosos, azul, preto e burgundy fica um luxo.

mostarda_1

Além disso, vi muuuuitas peças em couro – jaquetas, calças, saias, shorts – e tudo repleto de spikes e tachinhas diversas, claro. O que eu mais gostei disso tudo? Em como a moda está cada vez menos rotulada. Por exemplo, só porque eu colocar um coturno com tachas não quer dizer uma rockeira enlouquecida, né? Ok, não foi o melhor exemplo do mundo, foi só pra ilustrar.

OBS: Todas as fotos eu retirei do site LOOKBOOK, bem legal pra ter ideias em como vestir aquela peça de roupa de um jeito diferente!

Beijos Beijos!

Manias.

Acordar, tomar café da manhã, tomar banho, se vestir, sair. Arrumar o quarto assim, arrumar a cama assado (ou não arrumar), (des)organização.

Incrível como a rotina mais básica da pessoa, que vai aprendendo desde pequenininho com os pais, muda com o tempo. O que era, em tese, o jeito “certo” de dar um jeito em si, em suas coisas e na vida é praticamente uma metamorfose constante.

Nosso amadurecimento está diretamente ligado à como lidamos com as questões do dia-a-dia, com as tristezas e as dificuldades. E, sim, tem tudo a ver com o resto da nossa organização. Nossas confusões internas se materializam em como lidamos com nossas meias, por exemplo.

Digo isso por ter refletido, esses dias, em como eu sou diferente de alguns familiares meus na forma de lidar com os problemas, de organizar meu dia, de priorizar. Sou uma pessoa muito ansiosa e acho que por isso me incomoda muito quando as coisas são atropeladas, decididas de última hora, afobadas, sabe? Preciso me organizar com antecedência pra tudo diante do curto tempo livre que tenho, então, quando surgem compromissos “do nada” eu fico muito de cara, mesmo.

Não consigo lidar com a minha vida me ignorando, quero dizer, deixando para segundo plano coisas para o meu bem-estar, seja uma ida ao salão, ou ao médico, ou meia hora de leitura. Não consigo priorizar os outros e não priorizar a mim mesma. Talvez isso soe um pouco como egoísmo, mas, no fim das contas, quem vai cuidar de mim? Se não for eu mesma, vou me afundar tão fundo que posso ser capaz de esquecer aquele momento que me deixa feliz.

Então, com o passar do tempo, pequenas divergências rotineiras tornam a convivência cada vez mais difícil já que não somos mais aquele projeto criado por quem nos ama tanto. Somos nós mesmos.

Look do dia: Poá e outras coisas.

20130302_161312 copy

Fazia muito tempo que não postava nada sobre moda aqui no blog. Aliás, fazia muito tempo que não me dedicava à ele. Infelizmente, às vezes precisamos nos dedicar mais à algumas coisas e a abrir mão de outras, mesmo que temporariamente. O bom disso é que esse espaço meu aqui só se movimenta por prazer meu, ou seja, quando estou a fim de fazer. Minhas bobagens, meus desabafos e o que eu vejo por aí.

Hoje, trabalho 8h por dia e tento estudo. Completamente diferente do que há 01 ano atrás, quando criei o blog. Fico feliz que, mesmo sem atualizações, houve muitos acessos. Acho que isso me deu mais vontade de achar um tempo e voltar a me dedicar a algo que gosto bastante!

Claro, a timidez da modelo não ajuda muito, mas eu juro que me esforcei! :)

20130302_154958 copy 20130302_155039 copy 20130302_155135 copy 20130302_161207 copy 20130302_161523 copy20130302_161327 copy20130302_161546 copy20130302_161137 copy20130302_161143 copyOk, fiquei com uma cara de idiota nas fotos.

Tô usando:

* vestido e cinto: vieram em conjunto, da Loja Emme;

* Coturno Firezzi 

* Bolsa que ganhei da sogra de SP;

* Pulseira estampa de cobra da Rabusch.

Meu namorado disse que eu tava parecendo uma camponesa com essa combinação vestido + coturno! :) Aliás, créditos para ele que teve a maior paciência do mundo em fazer as fotos com alguém que morria de vergonha das pessoas ao redor!

Espero que gostem.

Beijo Beijo!

Mais um dia.

Praticando o exercício do esquecimento. Passar o dia anterior sem qualquer notícia tua foi torturante. Mais difícil que isso é essa incerteza que impera entre nós, o pequeno liame entre o término e o tempo. Depois de anos te dando “bom dia” e trocando emails ao longo do trabalho, não saber se tu dormiu bem, se aquela chata do teu trabalho incomodou é muito estranho. E doído.

Tento racionalizar e partir da premissa de que não nasci grudada à ti, de que já sofri de amor outras vezes e que estou aqui, vivinha da silva. Só que né, se fosse fácil assim eu não estaria aqui escrevendo e não haveria milhões de livros que falam de amor. Sei que a dor é normal e passa, mas e enquanto isso? Não dá pra desligar o coração  da tomada por sei lá, uns 06 meses e “acordar” 100% e sem qualquer cicatriz?

Sou privilegiada por estar rodeada de tantas pessoas que me querem bem. É quando estamos na merda que vemos que até aqueles mais distantes se preocupam contigo, mesmo não havendo um contato diário. Todas as palavras ditas e os mais variados conselhos foram ouvidos e guardados.

As lágrimas secaram temporariamente já que a vida continua e eu não posso me deixar abalar. O silêncio me fez rever, repensar muitas atitudes minhas que concordo não terem sido adequadas. Não sou do tipo de mulher que me vitimizo frente a um acontecimento, e se houve uma ruptura algo aconteceu de ambas partes.

Como disse uma amiga minha: “virginianos e sua mania de sair batendo a porta e ir embora.” Pois é. Errei. Mas tu também errou, ok? Agora orgulhos à parte, a gente precisa conversar. Não jogo fora uma história por desacordos que possam ser resolvidos.

Não vou mais bater a porta na tua cara.

Desabafo.

Chá de camomila e dois pães de queijo. Esse foi o meu almoço de hoje, já que a fome era zero e comi para me manter o mínimo em pé. Há algumas horas atrás, descobria um outro lado de ti, muito antigo, e que eu até conheci em algumas oportunidades, mas preferi fingir que não vi.

Fingir que o nosso amor era perfeito, verdadeiro, intenso. Fingir que em tanto tempo vivemos tantas coisas juntos, construímos uma vida que podíamos chamar de nossa, mesmo não morando no mesmo teto. Pelo menos eu achava que tínhamos uma vida juntos.

Aí eu te pergunto: “por quê?” e tu simplesmente não me diz nada. A reação é completamente despida de qualquer sentimento, o que me deixou horrorizada. Eu já conhecia teus mecanismos de autodefesa à dor, mas isso superou qualquer expectativa. Arrumei minhas coisas e resolvi problemas, afinal,  a vida continua. Não era isso o que tu esperavas, né? Nem eu. Eu não esperava a tua infelicidade. Pelo menos eu nunca tive pena de ti, pelo contrário: minha admiração existiu ontem, existe e sempre existirá.

Ainda tô juntando os cacos. Vou demorar a colar pedacinho por pedacinho de novo. E a cada colagem, a recordação vai doer e desmanchar um pouco do que já me refiz. Normal. Lágrimas escorrem (e escorrerão) de vez em quando. Quem nunca?

Pelo menos eu posso afirmar com certeza e tranquilidade: Te amei (o).

Aniversário, dedicação e agradecimento.

Ilustração: We Heart It

Em um dia dessa semana que passou, ao acessar o blog, descobri no WordPress uma modalidade diferente de estatística que não tinha visto antes (por burrice, claro). Esses dados mostravam quantas visitas o blog teve e de quais países. Fiquei chocada! Nunca imaginei ter acessos em outros países, inclusive na Ásia, Europa e América Central! Claro, muitos acessos podem vir de brasileiros no exterior, mas igual, fiquei bem contente!

Daí, vendo esses dados me dei conta de que no dia 02 passado o blog completou 07 meses de existência! Nunca comemorei nada desse tipo aqui nem me ligava a datas, só percebi mesmo depois que vi essas informações do WordPress.

Nesses 07 meses, foram 83 posts publicados e um pouco mais de 4.900 visitas. Em que pese a minha ausência durante muitos momentos, seja para estudar, seja para resolver questões particulares, nada me faz melhor do que vir aqui e poder escrever o que eu sinto, o que me vem a cabeça. Além disso, de poder dividir com o mundo o que eu gosto e vejo.

Não posso classificar o Entre Pincéis e Botões como um blog que fala disso ou daquilo; ele nada mais é do que a Luiza se transformando a cada dia, seja na forma como amadurece, como vê o mundo ou como vive. Essa liberdade é que torna o blog um hobby pra mim, mesmo que eu não possa me dedicar a ele tanto quanto eu gostaria.

Assim, gostaria de registrar aqui o meu muito obrigada a cada visita, a cada minuto dando uma olhada nos meus posts, nos comentários. Isso tudo me engrandece e me deixa com a sensação de “trabalho” bem feito :)

Sintam-se à vontade para registrar aqui sobre tudo o que gostariam de ver no blog, a opinião de cada um que visita aqui é importante!

Beijos Beijos!