Meia-noite em Paris, Woody Allen

Ontem vi um filme muito bom e por isso vim aqui dividir com vocês: Meia-noite em Paris (Midnight in Paris) do Woody Alen. Alguns conhecidos meus e meu pai, particularmente, me falaram super bem do filme, por isso resolvi baixar para ver.

O filme conta a história do nostálgico Gil Pender, norte-americano, que vai a Paris com sua noiva, Inez, em razão de negócios do Pai dela. Gil era um produtor de sucesso em Hollywood, mas queria começar uma nova carreira do zero: a de escritor. Gil sempre se mostrou um cara apegado ao passado, na medida em que considerava “os anos 20 de Paris” a melhor época da história para se ter vivido.

Durante sua viagem a Paris sua visão sobre o livro que vinha escrevendo, sobre o amor e sobre como via o mundo mudam, a partir de experiências diretas com o passado tão quisto… PAREI! Senão faço vários spoilers aqui :P

Sério, o filme é lindo! Além de todo o cenário maravilhoso e retrô de Paris, a trama além de romântica é bem louca, vamos dizer assim. Coisas do Woody Allen :)

Pra quem quiser conferir o trailer antes, aperta o play:

E quem viu, gostou? Comentem :)

Beijos Beijos!

One Day: livro e filme.

Emma Morley e Dexter Mayhew em 1988

Eai, gente! Tudo bem?

Ontem postei no Twitter super empolgada que iria ver o filme baseado no livro One Day, lido há uns 2 meses atrás. Por isso, resolvi fazer um post sobre o que achei tanto do livro quanto do filme.

(só pra ilustrar mesmo)

Bom, sobre o livro: (não sou nenhuma especialista em resenhas, mas vamos lá)

One Day relata a história de Emma Morley e Dexter Mayhew, ambos colegas de faculdade, mas que efetivamente se conheceram no dia da sua formatura. A partir daquele dia – 15 de julho de 1988 – suas vidas se cruzariam por mais de 20 anos, nas mais variadas situações,   tanto em relação ao relacionamento deles (amizade, rolo, quase namoro, etc.) quanto ao que acontecia na vida de cada um.

O livro traz em cada capítulo, a passagem da vida de Em e Dex por cada dia 15 de julho passado, narrando o que cada um vivenciava naquele período. Desde seus dramas pessoais – Emma e seu trabalho no restaurante Mexican0, Dexter astro da TV, e as drogas por exemplo – e os percalços ocorridos durante a amizade deles, frente a confusão de sentimentos mútua e fatores externos que, por momentos os afastavam, e em outros, os aproximavam.

O que mais me fascinou foi a narrativa extremamente detalhista dos protagonistas e a “inversão de falas” a cada parágrafo, para o fim de, a cada capítulo, relatar da forma mais minuciosa possível, o que Em e Dex estavam sentindo.

Claro que o ponto forte do livro é o romance dos dois e como isso evoluiu e amadureceu ao longo dos anos. Mas acredito que os acontecimentos na vida de cada um foram ótimos para refletir como se enfrentam as questões da vida, as perdas.

A cada capítulo, as informações que o autor passava se entrelaçavam e era impossível não imaginar cada cena descrita: o apartamento que Emma dividia como Tilly, o restaurante Mexicano e suas comidas horríveis, a casa dos pais de Dexter.

Como sou uma idiota, chorei ao final do livro. É muito lindo mesmo! <3

Não vou contar mais porque daí perde a graça!

Sobre o filme:

Pra quem quiser ver o trailer primeiro, tá aqui, ó:

Vi o filme ontem à noite. Não via a hora de assistir, afinal, tinha me apaixonado completamente pelo livro. Claro, como sempre, o filme  me decepcionou. Mas assim, me decepcionou muito.

Primeiro porque eles cortaram MUITAS partes do livro. E foram cortes que retiraram o mais legal do livro, que era justamente os detalhes que Em e Dex sentiam a cada ano.  E, em razão de tantos cortes, a situação piorou: determinadas cenas simplesmente tiveram seus contextos modificados, porque determinado aspecto não tinha sido colocado no filme. O único exemplo possível de se dar (sem contar e perder totalmente a graça da leitura) foi como eles apresentaram a filha de Dexter: ela, no livro, demonstra inocência para com relação aos problemas do pai; no filme, ela se mostra rancorosa e crítica com Dex, até indiferente. Ah, e as datas foram alteradas: o último ano apresentado no livro é 2007, e no filme 2011 (claro, foi o ano em que foi lançado, marketing idiota).

Resumindo: pra quem não leu o livro, o filme pode até ser interessante, bonitinho. Mas não supera em nada a grandeza da leitura produzida por David Nicholls.

Espero que tenha valido a dica. Alguém já leu One Day? O que achou? Comenta aqui (:

Beijos Beijos!