Estilhaça-me, de Tahereh Mafi

Resenha:
Juliette está aprisionada há 264 dias. Seus pais desistiram de conviver com ela e a entregaram para o exército do Restabelecimento, que possui planos para ela — planos para usar seu poder a favor deles. Juliette não sabe o que é tocar em alguém há muito tempo, porque nas poucas vezes que tocou outro ser humano, ele morreu.

Durante 265 dias, Juliette não viu ninguém. Até que um menino alto, forte e tatuado entra em sua cela. Atordoada não começa a descrever como Juliette ficou, mas isso não impediu que ela o ajudasse a se virar na cela. E o que mais surpreende Juliette é que ela conhece esse menino de olhos azuis — ela reconheceria seus olhos em qualquer lugar —, mas aparentemente Adam não se lembra dela.

Mas quando os planos do Restabelecimento deixam claro que Juliette será usada como arma, algo em si mesma diz que ela não pode — não conseguirá — fazer mal a ninguém. E quando a verdadeira identidade de Adam é revelada, ela sabe que tem que agir logo para conseguir ter a vida que sempre quis — uma vida com liberdade. Afinal, “a esperança é um bolso de possibilidades” e Juliette fará de tudo para não sucumbir ao poder do Restabelecimento.

Estilhaça-me é uma distopia: se passa em um mundo dividido em 3.333 distritos em que o Restabelecimento tomou o poder quando a situação ficou caótica — não existe pássaros no céu, os animais estão morrendo, não há comida o suficiente, mas o Restabelecimento levou a população a acreditar que se não fosse por eles, tudo estaria ainda pior. Vou ser sincera e dizer que a parte distópica do livro não tem grandes inovações e pouca coisa foi explicada… Warner é o soldado responsável por cuidar do distrito em que Juliette está presa. Apesar de possuir tanto poder, ele tem apenas 19 anos. Ela pertence a ele e Warner fará de tudo para não perder sua arma mais preciosa — e a garota por trás desse poder que o encantou.

Juliette vive em conflito com o seu toque letal: seria ele uma maldição? Um dom? Por toda sua vida, ela considerou seu poder uma maldição, mas ao conhecer Adam e o que seu toque pode fazer pela sua vida — e pela vida de outras pessoas —, sua concepção irá mudar aos poucos… A narrativa de Estilhaça-me é fenomenal: a princípio, fiquei meio receosa de não gostar, pois ela escreve alguma coisa e risca e diz outra, como se não quisesse admitir o que sente nem para si mesma (fantástico!). Outro ponto da narrativa é a repetição, como por exemplo: “Seus olhos eram azuis azuis azuis” — mas aos poucos eu me dei conta de que era para enfatizar os sentimentos e sensações de Juliette — ela sente tanta coisa e nunca teve oportunidades o suficiente para se expressar. Eu achei a narrativa maravilhosa e um dos pontos fortes do livro.

Essa resenha eu copiei do blog da Giu Fernandes, nada mais justo, pois foi por meio dele que me deixou morrendo de vontade de ler o livro! :D Vale dizer que o blog dela é maravilhoso, com muuuuitas resenhas e opiniões muito interessantes de livros tanto brasileiros/traduzidos para o português quanto os escritos em inglês. Super recomendo!

Bueno, ganhei esse livro do meu namorado esse mês, e eu fiquei máster contente porque não tinha nenhum livro de ficção para ler (os de direito eu tenho, ok, e muitos! Aff).

Ainda não terminei de ler e sou péssima em resenhas, por isso busquei uma de quem manja mais do que eu! O que tenho achado do livro até agora? A leitura é ótima, as repetições nas palavras e as frases riscadas são estranhas inicialmente, de fato, mas fazem todo o sentido com a personagem e a narração da trama. E, sim, as cenas descritas são beeem intensas! hehehe

Ah, quem tiver perfil pode acompanhar minhas leituras lá no SKOOB,  vou tentando atualizar na medida das minhas aquisições literárias :)

Pra quem quiser comprar, no site da Saraiva tá por R$ 19,90!

Era isso, gente!

Beijos beijos!

One Day: livro e filme.

Emma Morley e Dexter Mayhew em 1988

Eai, gente! Tudo bem?

Ontem postei no Twitter super empolgada que iria ver o filme baseado no livro One Day, lido há uns 2 meses atrás. Por isso, resolvi fazer um post sobre o que achei tanto do livro quanto do filme.

(só pra ilustrar mesmo)

Bom, sobre o livro: (não sou nenhuma especialista em resenhas, mas vamos lá)

One Day relata a história de Emma Morley e Dexter Mayhew, ambos colegas de faculdade, mas que efetivamente se conheceram no dia da sua formatura. A partir daquele dia – 15 de julho de 1988 – suas vidas se cruzariam por mais de 20 anos, nas mais variadas situações,   tanto em relação ao relacionamento deles (amizade, rolo, quase namoro, etc.) quanto ao que acontecia na vida de cada um.

O livro traz em cada capítulo, a passagem da vida de Em e Dex por cada dia 15 de julho passado, narrando o que cada um vivenciava naquele período. Desde seus dramas pessoais – Emma e seu trabalho no restaurante Mexican0, Dexter astro da TV, e as drogas por exemplo – e os percalços ocorridos durante a amizade deles, frente a confusão de sentimentos mútua e fatores externos que, por momentos os afastavam, e em outros, os aproximavam.

O que mais me fascinou foi a narrativa extremamente detalhista dos protagonistas e a “inversão de falas” a cada parágrafo, para o fim de, a cada capítulo, relatar da forma mais minuciosa possível, o que Em e Dex estavam sentindo.

Claro que o ponto forte do livro é o romance dos dois e como isso evoluiu e amadureceu ao longo dos anos. Mas acredito que os acontecimentos na vida de cada um foram ótimos para refletir como se enfrentam as questões da vida, as perdas.

A cada capítulo, as informações que o autor passava se entrelaçavam e era impossível não imaginar cada cena descrita: o apartamento que Emma dividia como Tilly, o restaurante Mexicano e suas comidas horríveis, a casa dos pais de Dexter.

Como sou uma idiota, chorei ao final do livro. É muito lindo mesmo! <3

Não vou contar mais porque daí perde a graça!

Sobre o filme:

Pra quem quiser ver o trailer primeiro, tá aqui, ó:

Vi o filme ontem à noite. Não via a hora de assistir, afinal, tinha me apaixonado completamente pelo livro. Claro, como sempre, o filme  me decepcionou. Mas assim, me decepcionou muito.

Primeiro porque eles cortaram MUITAS partes do livro. E foram cortes que retiraram o mais legal do livro, que era justamente os detalhes que Em e Dex sentiam a cada ano.  E, em razão de tantos cortes, a situação piorou: determinadas cenas simplesmente tiveram seus contextos modificados, porque determinado aspecto não tinha sido colocado no filme. O único exemplo possível de se dar (sem contar e perder totalmente a graça da leitura) foi como eles apresentaram a filha de Dexter: ela, no livro, demonstra inocência para com relação aos problemas do pai; no filme, ela se mostra rancorosa e crítica com Dex, até indiferente. Ah, e as datas foram alteradas: o último ano apresentado no livro é 2007, e no filme 2011 (claro, foi o ano em que foi lançado, marketing idiota).

Resumindo: pra quem não leu o livro, o filme pode até ser interessante, bonitinho. Mas não supera em nada a grandeza da leitura produzida por David Nicholls.

Espero que tenha valido a dica. Alguém já leu One Day? O que achou? Comenta aqui (:

Beijos Beijos!