Equilíbrio.

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Sempre que eu chego em casa, do trabalho ou da academia, sinto a necessidade de colocar uma música para ouvir enquanto preparo minha janta, olho o Facebook ou Instagram. No horário que eu chego normalmente meus tios já estão dormindo, então, fico sozinha à noite mesmo.

Li esses dias em algum lugar que não me lembro agora sobre a necessidade de, ao chegar em casa, ficar alguns minutos sozinho, com seus pensamentos. A matéria que falava disso era sobre como evitar que os problemas de fora invadissem a casa e atrapalhassem a vida do casal. Ok, não moro com o meu namorado, mas li sobre isso. Vai que né, quem sabe um dia…

Enfim, a vida não é fácil pra ninguém. Cada um com os seus problemas e as suas maneiras de resolvê-los (ou evitá-los, ou esquecê-los, dependendo do caso). Ao longo do tempo vamos descobrindo a lidar com eles mantendo o nosso equilíbrio interno, seja racionalizando, seja fazendo alguma coisa que gosta muito, ou até mesmo chorando sem parar.

Só que, na maioria das vezes, a intensidade atrapalha o equilíbrio. E isso faz o corpo e a mente sofrerem demais. Confesso que ultimamente a minha falta de capacidade de digerir certas coisas acabam tornando os fatos maiores, exagerados, no que a minha ansiedade e o meu medo se dão as mãos e fazem a festa no meu coração.

Conversei com uma amiga sobre isso e ela me disse o que eu referi antes, sobre aprender o que te faz ficar tranquila. Pensei, pensei, pensei e só lembrei da música. E de escrever. Como estou fazendo agora. Terapia? É, é uma possibilidade. Amadurecer? Porra, to tentando! Não que isso seja como um clique de botão e em seguida, acontece, mas né, acho que to melhorando. E parte dos créditos dedico ao meu chefe, que a cada dia me dá lições de paciência e conformidade. Sim, precisamos muitas vezes nos conformar com certas coisas, sob pena de enlouquecermos.

Comer demais. Aí se arrepende de ter comido demais. Aí vem a dor de estômago. Momentos depois, a aversão temporária por comida. Um dia depois, começa tudo de novo.

Algo bom vai acontecer. Ansiedade pelo que vai acontecer. Medo. Receio da novidade. Quero tudo do jeito que tá, sem inovações.

É, me sinto em total não sintonia. Minha cabeça sabe de tudo o que eu preciso fazer (tanto é que estou escrevendo aqui de forma pormenorizada, que incrível) e meus sentimentos insistem em me fazem intensamente feliz, intensamente triste, intensamente ansiosa. Cada intensidade em seu determinado momento. Intensamente horrível. Profundamente devastador, mesmo que temporariamente.

Eaí, um novo dia. Buscando o meu eixo de novo.