Mais um dia.

Praticando o exercício do esquecimento. Passar o dia anterior sem qualquer notícia tua foi torturante. Mais difícil que isso é essa incerteza que impera entre nós, o pequeno liame entre o término e o tempo. Depois de anos te dando “bom dia” e trocando emails ao longo do trabalho, não saber se tu dormiu bem, se aquela chata do teu trabalho incomodou é muito estranho. E doído.

Tento racionalizar e partir da premissa de que não nasci grudada à ti, de que já sofri de amor outras vezes e que estou aqui, vivinha da silva. Só que né, se fosse fácil assim eu não estaria aqui escrevendo e não haveria milhões de livros que falam de amor. Sei que a dor é normal e passa, mas e enquanto isso? Não dá pra desligar o coração  da tomada por sei lá, uns 06 meses e “acordar” 100% e sem qualquer cicatriz?

Sou privilegiada por estar rodeada de tantas pessoas que me querem bem. É quando estamos na merda que vemos que até aqueles mais distantes se preocupam contigo, mesmo não havendo um contato diário. Todas as palavras ditas e os mais variados conselhos foram ouvidos e guardados.

As lágrimas secaram temporariamente já que a vida continua e eu não posso me deixar abalar. O silêncio me fez rever, repensar muitas atitudes minhas que concordo não terem sido adequadas. Não sou do tipo de mulher que me vitimizo frente a um acontecimento, e se houve uma ruptura algo aconteceu de ambas partes.

Como disse uma amiga minha: “virginianos e sua mania de sair batendo a porta e ir embora.” Pois é. Errei. Mas tu também errou, ok? Agora orgulhos à parte, a gente precisa conversar. Não jogo fora uma história por desacordos que possam ser resolvidos.

Não vou mais bater a porta na tua cara.